Que baleia escolhes? (#EuSouBaleiaRosa)


Um terrível jogo denominado Baleia Azul (ou Blue Whale) chegou à internet. Digo terrível no sentido literal da palavra dado que se tratam de cinquenta desafios cujo objetivo é a automutilação até à morte. O praticante dos desafios tem um "tutor" que lhe ordenará grande parte dos mesmos. Desafios como cortar o lábio, furar as mãos com o auxílio de agulhas, acordar às 04h20 e ir para uma linha de comboio ou assistir filmes de terror que o "tutor" indicará e sobre os quais ele perguntará detalhes, entre outros. Chega ao ponto de o quinquagésimo desafio proposto ser provocar o suicídio... O pior é que já há pessoas a executarem este jogo, o que, logicamente, está a preocupar as autoridades e não só devido à ligação com o abalo que, segundo estas, algumas pessoas ficaram após assistirem a série 13 Reasons Why.

Com ligação a esta série ou não, a verdade é que, felizmente, há pessoas neste mundo com o propósito de espalharem positividade, amor e esperança e, por isso, criaram o desafio Baleia Rosa que constitui o completo oposto do desafio acima descrito. Este propõe tarefas tais como publicar uma foto com a roupa que nos faz sentir bem, escrever no braço de alguém o quanto o amamos, entre outros. Podem consultar o site do desafio bem como a conta no Instagram onde encontrarão todos os desafios propostos que, digo-vos, são perfeitos! 
Eu estou a participar neste que considero um dos desafios mais importantes que alguma vez surgiu na Internet pelo seu objetivo de promover o amor próprio e pelos outros em redor. Podem acompanhar o meu progresso no meu Instagram, @kikadgoncalves.

E tu? Que baleia escolhes?
Beijinho grande,
A Pequenita

"Que baleia escolhes? (#EuSouBaleiaRosa)" é uma publicação original do blogue Chamam-me Pequenita.

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Vacinação JÁ!

Onrem uma rapraiga de 17 anos faleceu devido ao sarampo. 17 anos. A minha idade. A idade em que os sonhos são gigantes e a vontade de os concretizar é ainda maior.
Não é com um país inteiro a crucificar os seus progenitores que alguma diferença ocorrerá.
As diferenças serão notórias se um país apoiar um casal de progenitores que perdeu o seu que gerou, uma filha que amaram. 
As diferenças serão notórias se um país inteiro apelar à vacinação, informar-se sobre os efeitos e contra-efeitos da mesma.
As diferenças serão notórias se um país inteiro olhar para o seu boletim de vacinação pois esse mesmo país é capaz de morder a língua...

Beijinho grande,
A Pequenita

"Vacinação JÁ!" é uma publicação original do blogue Chamam-me Pequenita.

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Três livros que todos deveriam ler


     Ultimamente tenho tentado melhorar o meu hábito de leitura, tentando todos os dias, nem que por cinco minutos, ler um pouquinho.
    Cada vez mais tenho vindo a perceber quais são os meus géneros literários preferidos: romances e livros de auto-ajuda. Infelizmente, noto muito preconceito ao dizer que gosto de ler este segundo tipo de livros. É como se as pessoas achassem que estamos doidos e precisamos de nos tratar ou mudar. Nada disso. Um livro de auto-ajuda serve para melhorarmos aquilo que achamos que está mal em nós próprios - e não somos doidos por isso, somos até bastante inteligentes ao perceber que precisamos de mudar algo.
    Hoje venho falar-vos sobre três livros que mudaram a minha vida e que acho que todas as pessoas deveriam ler.

     A Rapariga No Comboio, de Paula Hawkins
    Já devem ter ouvido falar muito sobre este livro ou sobre a sua adaptação cinematográfica. Eu ainda não tive oportunidade de ver o filme mas tenho a dizer que adorei ler o livro e este ensinou-me (ou re-ensinou-me) a lição de que é ridículo julgarmos as pessoas pelas aparências, porque elas podem não ser até tão boas e inocentes como aparentam.
    A história fala sobre Rachel, uma mulher recentemente divorciada que vê no álcool o seu refúgio. Todos os dias, ao ir e vir de e para Londres de comboio, tem o hábito de observar um casal que, por coincidência, vive na rua da sua antiga casa. Um dia, a mulher desse casal desaparecesse e Rachel vê-se num enredo do qual não consegue sair.

     Adeus Às Más Notas, de Fernando Alberca
    Este livro é, na verdade, direcionado aos pais que querem o sucesso escolar dos filhos e tentam ajudá-los através dos métodos explicados pelo autor. Mas ao folheá-lo na livraria eu percebi que poderia ser também direcionado para os próprios alunos que se sentem desmotivados e precisam de algo que os ensine a estudar efetivamente bem. Este livro não explica apenas métodos de estudo. Vai ao fundo da questão e explica que as notas não são nem devem ser o bicho de sete cabeças que muitas vezes fazemos delas e que a felicidade de alguém não pode estar dependente delas, incluindo pais e filhos/ encarregados de educação e educandos - e essa é justamente uma crença da qual tenho de me separar. Graças a esta obra já descobri diversas dicas visuais que me têm ajudado no momento de estudo.

      Grande Magia, de Elisabeth Gilbert
     Ainda não terminei a sua leitura mas já é um dos meus livros favoritos. Através de pequenos textos a autora do best seller Comer, Orar, Amar dá-nos pequenas grandes lições sobre como viver uma vida mais criativa - mesmo que não queiramos ser nenhum Picasso ou nenhum Miguel Ângelo. Eu gosto deste livro principalmente pela brevidade com que a autora aborda os exemplos que dá e esses mesmos exemplos.

     E são estas as minhas sugestões literárias de hoje. Já conhecem alguma destas obras?

Beijinho grande,
A Pequenita

"Três livros que todos deveriam ler" é uma publicação original do blogue Chamam-me Pequenita.

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Penúltimo dia de férias & novidades

     Hoje é o penúltimo dia das minhas férias de Páscoa. Subitamente senti necessidade de vir aqui partilhar convosco alguma coisinha. Assim, enverdei pelo caminho das novidades e de vos contar como me tenho sentido nos últimos dias.

    Creio que começarei pela parte profissional/académica. Estou no 11º ano na área de ciências. Em conversa com muitos estudantes e ex-estudantes que por este ano também passaram, fui acumulando as opiniões sobres este ser o ano mais difícil de toda a escolaridade obrigatória. Concordo com essas mesmas opiniões pois este tem sido um ano mau para mim, cheio de indecisões, desmotivação, falhas, raiva de disciplinas com as quais não atino por mais que tente... O 1º período não foi bom e no 2º, apesar de me ter esforçado ainda mais, a minha média teve os seus valores mais baixos desde todo o meu percurso no ensino secundário. Como devem calcular, não me senti bem mas ainda pensei na ideia de repetir este ano no próximo ano letivo sem estar reprovada, como tantas pessoas me haviam aconselhado, e por isso decidi pesquisar sobre o assunto. O medo, a tristeza e a ansiedade assolaram-me novamente ao perceber que não sou abrangida pelas condições impostas para o requirimento dessa autorização especial. Pesquisei situações semelhantes à minha no fórum da Uniarea e descansei ao perceber que o 12º ano é o ano de subir a média, o que é ótimo para alguém que não sabe bem que curso de ensino superior quer seguir e, consequentemente, a média que esse requer, de modo que quer assegurar a melhor média possível. Adoro Biologia e Geologia mas tenho uma relação de amor-ódio com Física e Química A e Matemática A. Por vezes tenho dúvidas sobre se estou na área certa dado que os meus testes psicotécnicos me indicaram a área de línguas. No entanto, não estou disposta a "perder" dois anos da minha vida. Sinto-me motivada e pronta a dar tudo de mim no 3º período, já que também tenho os exames nacionais, para conseguir salvar o presente ano (salvar = subir uma negativa de 9 a Matemática A e subir as restantes disciplinas).

     Ontem foi dia de Páscoa e como em todos os restantes anos nesse mesmo dia, eu e o meu pai deslocamo-nos até Arcozelo numa romaria a Stª Mª Adelaide, tradição que adoro sem saber o motivo. Voltei a Coimbra para almoçar em casa de uma tia e presenciar a visita pascal e para estar com as pessoas que tanto amo e que me fazem rir como se nada no mundo fosse mau - a minha família. 💓

     Quanto às novidades, criei um canal no YouTube onde tenciono que todas as semanas possa publicar um vídeo. Até hoje já publiquei dois. Visitem. 😊

     Se, como eu, vão regressar às aulas na próxima quarta-feira, desejo-vos um bom reinício e que tudo vos corra bem. 😊

Beijinhos grandes,
A Pequenita

"Penútlimo dia de férias & novidades" é uma publicação original do blogue Chamam-me Pequenita.
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O que a vida me parece aos 17 anos


Créditos para as instastories da minha prima. 

   Na passada segunda feira, dia 27, comemorei o meu 17º aniversário. Foi um dia normal, passado na escola entre amigos e em casa entre a família. Recebi prendas fantásticas - não que sejam importantes por serem bens materiais mas por representarem a atenção que cada pessoa teve ao escolher algo a pensar em mim. Obrigada a tod@s, mesmo aqui na blogosfera, por terem contribuído para que o meu dia de aniversário fosse maravilhoso! 💖
     Todos os anos, nesta altura do meu aniversário, gosto de refletir sobre o último ano que passei e o que espero para o próximo ano: se concretizei tudo o que esperava concretizar, se fui a pessoa que queria ser, o que não correu bem, etc. Este ano não foi exceção, no entanto, desta vez, partilho essa minha reflexão convosco aqui no blogue. Aquando da minha reflexão apenas mental costumo organizar as diferentes áreas da minha vida e dentro de cada uma avalio o que de melhor e de pior aconteceu/realizei. Assim, vou fazer o mesmo aqui.
  
     Estilo de vida - saúde física e mental: Comecei os 16 anos a comer não saudavelmente e foi assim grande parte do tempo que passei com essa idade. Já em Janeiro deste ano (ainda com 16 anos) iniciei um estilo de vida mais saudável - tal como partilhei convosco. Assim quero continuar a comer bem e a praticar (ainda mais) exercício físico, nomeadamente ioga, sempre com o ideal de que é para a minha saúde e para o meu bem estar e não para ter um corpo esbelto. Também aos 16 anos comecei a praticar meditação e este hábito mudou mesmo a minha vida. 10 minutos pela manhã fazem o meu dia correr melhor. Assim quero também continuar.

     Estilo de vida - organização e planeamento: Aos 16 anos, para quem tem uma vida praticamente desocupada, senti-me bastante desorganizada. Passei por momentos de completo desespero sem saber como e quando fazer certas e determinadas atividades. Tentei várias formas de organização e planeamento até que cheguei ao Bullet Journal, o qual continuo a usar e cada vez a gostar mais.

      Vida escolar/académica: Durante os 16 anos transitei do 10º para o 11º ano de escolaridade na área de Ciências e Tecnologias. Terminei o 10º ano com uma média não muito boa mas também não muito má. No entanto, eu sentia que poderia fazer melhor. Iniciei o 11º ano com grande motivação por finalmente estar a gostar das disciplinas que outrora detestava e por finalmente ter decidido o que queria seguir no ensino superior. Infelizmente todo essa motivação foi-se sem eu sequer conseguir arranjar explicação. Neste momento, já com os 17 anos, continuo ainda assim. Não sei o que se passa nem como mudar. Tento fazer o meu melhor e quando parece que está tudo a correr bem chega uma nota que não esperava. Além disso descobri um curso pelo qual me fascinei assim que pesquisei mais sobre este: Relações Internacionais. Penso que no final do 3º período, após os exames nacionais, se achar que a minha média não está do meu agrado, optarei por pedir uma autorização especial para repetir este ano. Pode ser um ano de atraso mas que me permitirá fazer o que quero no meu futuro.

     Conhecimento pessoal: Sem qualquer dúvida que os 16 anos foi a idade em que mais me pude conhecer, perceber o que e quem sou, de modo que foi um ano de afirmação pessoal. Decidi mostrar ao mundo aquilo que sou e aquilo em que acredito sem qualquer receio ou vergonha. Afirmei-me feminista, ateia, defensora do direito à educação para todos, com paixão pela política (estou à espera da confirmação da minha inscrição no partido Bloco de Esquerda, inclusive). Tomei decisões das quais me orgulho pois existindo aquelas que não levaram a bons caminhos, sei que essas me permitiram aprender.

      Blogue: Esta é uma das áreas de que mais me orgulho durante os meus 16 anos. Comecei a produzir conteúdo com o qual realmente me identifico e do qual me orgulho. Mudei várias vezes o seu aspeto e tentei fazer um esforço para fazer pelo menos uma publicação por semana. Posso até adiantar que, se tudo correr bem, novidades estão para chegar... 😉

      Relações interpessoais: Como se costuma dizer, o melhor vem sempre no fim. Esta é a área da minha vida em que, a partir dos 16 anos, tenho tentado dar tudo de mim. Fale eu de amizades, família ou do namorado, orgulho-me de dizer que executei tudo o que estava ao meu alcance no sentido de valorizar essas relações interpessoais e fazer render o tempo que passo com as pessoas. Fiz amizades fantásticas com pessoas super inspiradoras quer na blogosfera (como, por exemplo, a Joaninha Almeida), quer no mundo "lá fora" (como a Soraia e a Melzinha). Pela primeira vez passei a noite de ano novo entre amigos e essa é uma das melhores recordações que tenho em toda a minha vida. O meu namorado fez-me surpresas que me tiraram o fôlego. A minha família está a fazer um esforço por se reunir. Obrigada. 💖

     Espero que tenham gostado desta minha retrospetiva dos meus 16 anos. Resta-me agradecer-vos a vós, leitores e amig@s, que ao apoiarem-me neste projeto há quase três anos, também contribuíram para a minha felicidade neste ano com 16 anos. Obrigada, do fundo do meu coração. 💕💕


Beijinho grande,
A Pequenita

"I'm feminist!" é uma publicação original do blogue Chamam-me Pequenita.

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"I'm feminist!"


     Porque hoje, mais que nunca, faz mais sentido pedir-vos, homens e mulheres, rapazes e raparigas, para verem o discurso desta grande Mulher (sim, com M maiúsculo) do que vos obrigar a ler um texto da minha autoria. Pensem, hoje mais do que nunca, que o feminismo não é a ideia da superioridade das mulheres mas sim da igualdade entre homens e mulheres, favorecendo ambos os lados. Como diz Malala Yousafzai, outra grande Mulher, «Feminismo é outra palavra para igualdade!».
     Feliz dia daquelas que não são inferiores aos homens mas sim suas semelhantes.

Beijinho grande,
A Pequenita

"I'm feminist!" é uma publicação original do blogue Chamam-me Pequenita.

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